15.12.06
Prólogo
Mesmo com o ranger dos velhos ventiladores do departamento, todos conseguiam ouvir os gritos vindos da sala do Edmundo Varella, o chefe da Gazeta Eleitoral, o jornal onde eu trabalho, ou melhor, trabalhava...
- Você tem do que é o artigo que você me entegou? Se é que isso pode ser chamado de artigo. - Gritou Edmundo, para que todos pudessem ouvir.
Sem dar muita atenção, eu pensava no que ia almoçar, afinal, já corria a minha hora de almoço. E como estava fazendo muito calor, no centro da cidade, pra variar, o ideal seria comer algo leve e depois tomar um sorvete. "Mas sorvete de quê?" - Pensei, quando fui interrompido pela seguinte frase dita, e acompanhada de toda sutileza possível, por aquele sujeito gordo que mesmo se estivesse nevando ele seria capaz de derreter todo a neve do mundo suando do jeito que ele suava.
- Antônio, você está demitido, essa não é a primeira vez que você faz isso, já está virando uma rotina, você sempre foi, e será apenas um empregado, porque você é uma MERDA!
Eu fiquei sem reação claro, afinal, ele tinha me chamado de o "homem-merda" do jornal, mas na realidade eu não tinha ficado tão puto por ele ter tido que eu era um merda, mas sim pelo fato de ter plena convicção de que ele é MUITO mais MERDA do que eu sou ou posso me tornar. Eu queria ter dado um soco e ver a minha mão destruindo aquela cara gorda, mas eu fiquei com nojo.
Peguei as minhas coisas e fui embora, e percebi que a minha hora de almoço tinha aumentado consideravelmente...
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# Garage Fuzz - Replace.
- Você tem do que é o artigo que você me entegou? Se é que isso pode ser chamado de artigo. - Gritou Edmundo, para que todos pudessem ouvir.
Sem dar muita atenção, eu pensava no que ia almoçar, afinal, já corria a minha hora de almoço. E como estava fazendo muito calor, no centro da cidade, pra variar, o ideal seria comer algo leve e depois tomar um sorvete. "Mas sorvete de quê?" - Pensei, quando fui interrompido pela seguinte frase dita, e acompanhada de toda sutileza possível, por aquele sujeito gordo que mesmo se estivesse nevando ele seria capaz de derreter todo a neve do mundo suando do jeito que ele suava.
- Antônio, você está demitido, essa não é a primeira vez que você faz isso, já está virando uma rotina, você sempre foi, e será apenas um empregado, porque você é uma MERDA!
Eu fiquei sem reação claro, afinal, ele tinha me chamado de o "homem-merda" do jornal, mas na realidade eu não tinha ficado tão puto por ele ter tido que eu era um merda, mas sim pelo fato de ter plena convicção de que ele é MUITO mais MERDA do que eu sou ou posso me tornar. Eu queria ter dado um soco e ver a minha mão destruindo aquela cara gorda, mas eu fiquei com nojo.
Peguei as minhas coisas e fui embora, e percebi que a minha hora de almoço tinha aumentado consideravelmente...
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